25 de nov. de 2007

Alpenhorn e o Arco Musical.


ALPENHORN (TROMPA DOS ALPES). Trompa de madeira, de três a quatro metros de comprimento, usada pelos montanheses suíços para chamar o gado. Tem embocadura semelhante à do trompete e, como não possui válvulas, só pode tocar notas da série harmônica.

ARCO MUSICAL. O mais simples e o mais primitivo de todos os instrumentos de cordas, predecessor da harpa e do alaúde. Ainda usado na África e na Ásia, o arco musical originou-se provavelmente no arco de caça e consistia em uma única corda presa às extremidades de uma vara flexível. A nota era alterada flectindo mais ou menos o arco, a fim de varia a tensão da corda.Embora a corda fosse usualmente beliscada, em alguns casos era friccionada com um arco menor. Os aperfeiçoamentos do arco primitivo incluem a adição de um ressonador em uma extremidade do arco e o uso de mais de uma corda, reunindo por vezes diversos arcos. Em alguns casos, o executante segura uma ponta do arco com a boca, a qual funciona como caixa de ressonância. A essa modalidade dá-se o nome de arco de boca. O que se chama popularmente no Brasil de berimbau é um perfeito exemplo de arco musical.


18 de nov. de 2007

Alaúde


Instrumento de cordas em que a mão direita dedilha a cordas ponteadas no braço pela mão esquerda. O alaúde tem o corpo em forma de pêra e as costas abauladas. O braço contém sete ou mais trastes, feitos de pedaços de tripa presos transversalmente. As cravelhas estão alojadas na pá das cravelhas, curvada para trás em ângulo reto com o braço. As cordas, também de tripla, estão dispostas em séries duplas: a afinação do alaúde quinhentista de tamanho comum é sol-dó-fá-lá-ré-sol (sendo a corda mais grave a de sol abaixo do dó central); os outros tamanhos mantêm essa afinação relativa. O antigo alaúde mesopotâmico data do ano 2000 a.C.; o árabe (al’ud) foi a forma em que o instrumento chegou à Europa, ou durante as Cruzadas ou através da conquista da península Ibérica pelos mouros. Os alaúdes medievais tinham usualmente quatro séries de cordas e eram beliscados com um plectro; seu corpo era menos profundo que o do al’ud árabe. No século XVI, o alaúde era popular como instrumento cortesão em toda a Europa (exceto na Espanha, onde suas posições musicais e sociais eram preenchidas pela vihuela). Nessa época, o alaúde apresentava-se usualmente com seis séries de cordas, isto é, um par de cordas para cada nota, em uníssono ou na oitava. O arquialaúde (ou alaúde baixo), desenvolvido no século XVI, tinha dois jogos de cravelhas, um afinado para as cordas ponteadas e outro afinado para certo número de cordas não-ponteadas do baixo. A tiorba é um alaúde baixo do século XVI com 14 cordas ponteadas e dez que não eram ponteadas, mas permitiam afinação pelas notas graves da harmonia. Em vez da pá de cravelhas angular do alaúde, a tiorba tinha as cravelhas alinhadas com o braço, permitindo, portanto, cordas mais extensas. Foi instrumento muito popular na Europa até finais do século XVIII. Outro alaúde baixo quinhentista foi o chitarrone, o qual, com seu braço exageradamente longo, podia atingir dois metros de altura; tinha oito pares de cordas ponteadas e oito cordas de bordão. No final do século XVI e durante todo o século XVII, o alaúde adquiriu mais cordas, ampliando os tons graves do instrumento; chitarrones de 11 e 13 séries eram comuns na França e na Alemanha, respectivamente. A necessária complexidade desses instrumentos e a popularidade do cravo acarretaram o declínio do alaúde no século XVIII. Alaúdes populares de vários formatos e dimensões têm sido usados em muitas partes do mundo; ainda são encontrados em países balcânicos e incluem o buzuki grego, de longo braço com trastes, o cobza romeno, de braço curto e sem trastes, e o tar turco, de braço longo e “cintura”, que tem trastes móveis de tripa. A balalaica russa e a bandurra espanhola são outros exemplos de alaúdes populares. Instrumentos similares têm sido feitos na Índia, no Japão e na China.


Adufe, Aerofone e Agogô



ADUFE. Espécie de pandeiro quadrado, de origem moura, sem os discos de metal, que se toca com os dedos e aparece no Brasil em manifestações folclóricas como as congadas, a folia de reis ou o fandango.


AEROFONE
. Instrumento musical em que o som é produzido pela vibração de uma coluna de ar. Os aerofones incluem órgãos, instrumentos de palheta (harmônio, clarineta, oboé, fagote), instrumentos com embocadura em que a nota é produzida pelos lábios do executante (trompas, trompetes, trombones), instrumentos com orifícios de sopro (flauta transversa) ou bocais (flauta doce) e aerofones livres, em que os instrumentos são movimentados através do ar parado (vibradores, placas vibráteis).

AGOGÔ. Instrumento folclórico afro-brasileiro constituído de duas campânulas de ferro percutidas com vareta de metal. Está presente em manifestações como a capoeira e o candomblé. As campânulas diferem uma da outra em tamanho e sonoridade.


9 de ago. de 2007

Acordeão


Vamos ver o que sabemos sobre os instrumentos musicais. Começando pelo acordeão, o acordeão é um órgão portátil de palhetas que contém um jogo de palhetas metálicas. Estas são forçadas a vibrar pelo ar proveniente de um fole manejado pelos braços do executante. As notas são selecionadas por botões acionados pelos dedos do executante ou, no caso de um acordeão de teclado, por um teclado do tipo piano para a mão direita e botões geradores dos acordes para a mão esquerda. O acordeão foi inventado na Alemanha, por Friedrich Buschmann, em 1822. É muito utilizado na música popular, mas não encontrou lugar na execução de música erudita.